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Château Cheval Blanc 2013/2014/2017/2020/2023

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Ano
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FICHA TÉCNICA

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Colheita
Região
Bordeaux
Enólogo
Pierre Lurton
Grau alcoólico
13% vol.
Garrafa
750 ml

Perfil do vinho

Tinto

Corpo
Taninos
Acidez
Álcool13% vol
Intensidade

Toque ou passe o rato numa escala

Perfil do vinho · Tinto

Corpo

Nível 4 de 5 — Cheio e amplo – como natas leves

Em linha com o típico (3,8) · Típico: média de 711 tintos da Vinogrande

O que é

O corpo é o peso e a textura do vinho na boca. Vem sobretudo do álcool, do extrato (tudo o que fica dissolvido além da água), do glicerol e, nos vinhos doces, do açúcar.

Onde se sente

Em toda a língua: é a sensação de o vinho «encher» a boca. Compare leite magro, leite gordo e natas.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Não há um único número para o corpo. Os laboratórios medem o extrato seco (muitos vinhos ficam entre 18 e 30 g/L) e o grau alcoólico, que, segundo a WSET, é o que mais influencia o corpo. Na escala avaliamos o peso na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Leve: fluido e delicado
  2. 2Médio-leve: ligeiro
  3. 3Médio: redondo
  4. 4Médio-cheio: amplo Este vinho
  5. 5Encorpado: denso e cheio

Na prática, neste vinho

Pede pratos com estrutura: carnes vermelhas, assados, cogumelos, queijos curados.

Perfil do vinho · Tinto

Taninos

Nível 4 de 5 — Firme – como um chá preto forte

Acima do típico (3,2) · Típico: média de 708 tintos da Vinogrande

O que é

Os taninos vêm das películas, das grainhas e da madeira. Dão estrutura e longevidade aos tintos; com o tempo, ficam mais macios.

Onde se sente

Nas gengivas, no interior das bochechas e nos dentes: aquela secura áspera, como depois de um chá preto forte.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Os laboratórios medem os polifenóis totais (índice IPT), mas esse valor raramente é publicado. Na escala avaliamos a quantidade e a textura dos taninos na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixos: sedosos
  2. 2Médio-baixos: macios
  3. 3Médios: presentes
  4. 4Médio-altos: firmes Este vinho
  5. 5Altos: robustos

Na prática, neste vinho

Brilha com carne vermelha e gordura: a proteína suaviza os taninos. Decantar ajuda.

Perfil do vinho · Tinto

Acidez

Nível 4 de 5 — Viva e salivante – como uma toranja

Em linha com o típico (3,6) · Típico: média de 702 tintos da Vinogrande

O que é

A acidez é a frescura do vinho: dá-lhe energia, faz crescer água na boca e ajuda-o a envelhecer. Sem ela o vinho fica chato; em excesso, fica agressivo.

Onde se sente

Nas laterais da língua e na salivação que fica depois de engolir. Quanto mais salivar, mais ácido é o vinho.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Em laboratório mede-se a acidez total (em gramas de ácido tartárico por litro; a maioria dos vinhos fica entre 4,5 e 8 g/L) e o pH (normalmente entre 3,0 e 3,8; quanto mais baixo, mais ácido). Na escala traduzimos isso em sensação na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixa: macia, pouca frescura
  2. 2Média-baixa: suave
  3. 3Média: fresca e equilibrada
  4. 4Média-alta: viva, salivante Este vinho
  5. 5Alta: vibrante, cortante

Na prática, neste vinho

Corta a gordura e o sal: peixe gordo, fritos, queijo de cabra, cozinha com limão. Sirva bem fresco.

Perfil do vinho · Tinto

Álcool 13% vol

Nível 3 de 5 — Equilibrado – calor suave no final

Abaixo do típico (4,2) · Típico: média de 716 tintos da Vinogrande

O que é

O álcool nasce da fermentação do açúcar da uva. Dá calor, contribui para o corpo e transporta os aromas.

Onde se sente

No calor que se sente na garganta e no peito ao engolir, e num ligeiro ardor no nariz quando é alto.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o grau alcoólico do rótulo — No rótulo: 13% vol.

É o único eixo sempre medido: vem do grau alcoólico (% vol) do rótulo. Vinhos tranquilos e espumantes: abaixo de 11% = 1, até 12,4% = 2, até 13,4% = 3, até 14,4% = 4, 14,5% ou mais = 5. Vinhos generosos (Porto, Madeira…) têm escala própria: abaixo de 16,5% = 2, até 18,4% = 3, até 19,9% = 4, 20% ou mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixo: menos de 11% vol
  2. 2Médio-baixo: 11–12,4% vol
  3. 3Médio: 12,5–13,4% vol Este vinho
  4. 4Médio-alto: 13,5–14,4% vol
  5. 5Alto: 14,5% vol ou mais

Na prática, neste vinho

Equilíbrio clássico, à vontade com a maioria dos pratos.

Perfil do vinho · Tinto

Intensidade

Nível 4 de 5 — Expressiva – os aromas saltam do copo

Em linha com o típico (3,9) · Típico: média de 84 tintos da Vinogrande

O que é

A intensidade aromática é a força com que os aromas se mostram: fruta, flores, especiarias, madeira, notas de evolução.

Onde se sente

No nariz, antes de provar: a força com que os aromas sobem do copo. Rodar o copo liberta-os.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

É uma avaliação sensorial, sem número de laboratório. Só a mostramos quando a descrição do vinho ou uma crítica a refere.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Discreta: é preciso procurar
  2. 2Delicada
  3. 3Média: aromas claros
  4. 4Expressiva Este vinho
  5. 5Exuberante: enche o copo

Na prática, neste vinho

Aguenta cozinha aromática: ervas, especiarias suaves.

Críticas e prémios

Servir & degustar

Temperatura 16–18 °CCom a sala acima de 20 °C, 15 min no frigorífico
CopoCopo Bordeaux
Decantação Arejar 60 min

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Harmonizações, alternativas e conselhos em segundos

Descrição

O Château Cheval Blanc 2023 é um dos vinhos mais aclamados e cobiçados da colheita de Bordéus, destacando-se pela sua extrema elegância, frescura e precisão geométrica em comparação com o potente ano de 2022.

The Wine AdvocateRP 100Avaliado por: William Kelley

Provado em garrafa, o Château Cheval Blanc 2023 é um dos vinhos mais impressionantes desta colheita, tal como já se tinha revelado quando foi provado em barrica. Exibe aromas intensos de cerejas e amoras, combinados com notas de violetas, pétalas de rosa e anis. Na boca, apresenta grande estrutura, textura aveludada e várias camadas de complexidade, sustentadas por um núcleo profundo e envolvente de fruta vibrante, taninos maduros e um final longo e expansivo. É um lote composto por 52% Merlot, 46% Cabernet Franc e 2% Cabernet Sauvignon, elaborado a partir de 46 das parcelas que compõem o Cheval Blanc, atingindo um teor alcoólico de 13,8%.

Um dos terroirs mais complexos de Bordéus, o Cheval Blanc está localizado sobre o leito de um antigo delta fluvial, com solos ricos em argila nas zonas mais baixas — por onde outrora corriam pequenos cursos de água — e solos de cascalho e areia nas restantes áreas. Esta complexidade reflete-se não apenas no vinho resultante, mas também na forma como a propriedade é cultivada e vinificada, com uma utilização criteriosa de culturas de cobertura adaptadas a cada tipo de solo e uma vinificação realizada parcela a parcela.

A colheita de 2023 revelou-se em garrafa tão bem-sucedida quanto eu esperava. O diretor Pierre-Olivier Clouet descreveu a campanha vitícola como relativamente normal em termos de precipitação total, embora as trovoadas de junho tenham criado condições quase tropicais, aumentando significativamente a pressão das doenças. Observou ainda que, apesar das temperaturas elevadas, estas não foram particularmente extremas quando comparadas com as da última década. A floração foi rápida e bem-sucedida, tal como aconteceu noutras propriedades, e nas castas Cabernet a maturação ocorreu de forma gradual, conduzindo a uma vindima prolongada entre 6 de setembro e 3 de outubro.

Publicado em: 9 de abril de 2026.

Château Cheval Blanc 2023 –99 pontos(James Suckling)

Com 99 pontos atribuídos por James Suckling, o Château Cheval Blanc 2023 surge como uma expressão notável da elegância e precisão que definem os grandes vinhos da propriedade. O crítico destaca, desde o primeiro momento, a marcante presença do Cabernet no perfil aromático, revelada por intensas notas de groselha preta, amora silvestre, pedra esmagada, grafite e apontamentos de lápis de chumbo.

BocaNa boca, apresenta-se amplo e estruturado, sustentado por taninos densos e firmes que, apesar da sua consistência, mantêm uma textura refinada, polida e vibrante. A tensão e a energia que percorrem o conjunto conferem-lhe uma impressionante sensação de equilíbrio e profundidade.

Segundo Pierre-Olivier Clouet, diretor técnico do Château Cheval Blanc, esta colheita representa uma referência fiel ao estilo histórico da propriedade. James Suckling reforça essa ideia ao comparar o perfil deste 2023 ao lendário Cheval Blanc de 1983, uma das grandes referências da história recente do château.

O lote é composto por 52% Merlot, 46% Cabernet Franc e 2% Cabernet Sauvignon, alcançando um teor alcoólico de 13,8%, elemento que contribui para a harmonia e precisão do vinho.

Para Suckling, o Cheval Blanc 2023 posiciona-se entre os maiores vinhos da Margem Direita de Bordéus, distinguindo-se pela sua frescura, tensão e classicismo. O crítico chega mesmo a preferir esta colheita a muitas versões de 2022, precisamente pela sua maior pureza de expressão e equilíbrio natural.

Com o que servir este vinho

Pratos calculados a partir do perfil, das castas e da região deste vinho.