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Château Cos d'Estournel 2017

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FICHA TÉCNICA

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Colheita
2017
Região
Bordeaux
Tipo
Tinto
Grau alcoólico
13% vol.
Garrafa
750 ml

Perfil do vinho

Tinto · granada

Corpo
Taninos
Acidez
Álcool13% vol
Doçura

Toque ou passe o rato numa escala

Perfil do vinho · Tinto

Corpo

Nível 4 de 5 — Cheio e amplo – como natas leves

Em linha com o típico (3,8) · Típico: média de 711 tintos da Vinogrande

O que é

O corpo é o peso e a textura do vinho na boca. Vem sobretudo do álcool, do extrato (tudo o que fica dissolvido além da água), do glicerol e, nos vinhos doces, do açúcar.

Onde se sente

Em toda a língua: é a sensação de o vinho «encher» a boca. Compare leite magro, leite gordo e natas.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Não há um único número para o corpo. Os laboratórios medem o extrato seco (muitos vinhos ficam entre 18 e 30 g/L) e o grau alcoólico, que, segundo a WSET, é o que mais influencia o corpo. Na escala avaliamos o peso na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Leve: fluido e delicado
  2. 2Médio-leve: ligeiro
  3. 3Médio: redondo
  4. 4Médio-cheio: amplo Este vinho
  5. 5Encorpado: denso e cheio

Na prática, neste vinho

Pede pratos com estrutura: carnes vermelhas, assados, cogumelos, queijos curados.

Perfil do vinho · Tinto

Taninos

Nível 4 de 5 — Firme – como um chá preto forte

Acima do típico (3,2) · Típico: média de 708 tintos da Vinogrande

O que é

Os taninos vêm das películas, das grainhas e da madeira. Dão estrutura e longevidade aos tintos; com o tempo, ficam mais macios.

Onde se sente

Nas gengivas, no interior das bochechas e nos dentes: aquela secura áspera, como depois de um chá preto forte.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Os laboratórios medem os polifenóis totais (índice IPT), mas esse valor raramente é publicado. Na escala avaliamos a quantidade e a textura dos taninos na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixos: sedosos
  2. 2Médio-baixos: macios
  3. 3Médios: presentes
  4. 4Médio-altos: firmes Este vinho
  5. 5Altos: robustos

Na prática, neste vinho

Brilha com carne vermelha e gordura: a proteína suaviza os taninos. Decantar ajuda.

Perfil do vinho · Tinto

Acidez

Nível 4 de 5 — Viva e salivante – como uma toranja

Em linha com o típico (3,6) · Típico: média de 702 tintos da Vinogrande

O que é

A acidez é a frescura do vinho: dá-lhe energia, faz crescer água na boca e ajuda-o a envelhecer. Sem ela o vinho fica chato; em excesso, fica agressivo.

Onde se sente

Nas laterais da língua e na salivação que fica depois de engolir. Quanto mais salivar, mais ácido é o vinho.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Em laboratório mede-se a acidez total (em gramas de ácido tartárico por litro; a maioria dos vinhos fica entre 4,5 e 8 g/L) e o pH (normalmente entre 3,0 e 3,8; quanto mais baixo, mais ácido). Na escala traduzimos isso em sensação na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixa: macia, pouca frescura
  2. 2Média-baixa: suave
  3. 3Média: fresca e equilibrada
  4. 4Média-alta: viva, salivante Este vinho
  5. 5Alta: vibrante, cortante

Na prática, neste vinho

Corta a gordura e o sal: peixe gordo, fritos, queijo de cabra, cozinha com limão. Sirva bem fresco.

Perfil do vinho · Tinto

Álcool 13% vol

Nível 3 de 5 — Equilibrado – calor suave no final

Abaixo do típico (4,2) · Típico: média de 716 tintos da Vinogrande

O que é

O álcool nasce da fermentação do açúcar da uva. Dá calor, contribui para o corpo e transporta os aromas.

Onde se sente

No calor que se sente na garganta e no peito ao engolir, e num ligeiro ardor no nariz quando é alto.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o grau alcoólico do rótulo — No rótulo: 13% vol.

É o único eixo sempre medido: vem do grau alcoólico (% vol) do rótulo. Vinhos tranquilos e espumantes: abaixo de 11% = 1, até 12,4% = 2, até 13,4% = 3, até 14,4% = 4, 14,5% ou mais = 5. Vinhos generosos (Porto, Madeira…) têm escala própria: abaixo de 16,5% = 2, até 18,4% = 3, até 19,9% = 4, 20% ou mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixo: menos de 11% vol
  2. 2Médio-baixo: 11–12,4% vol
  3. 3Médio: 12,5–13,4% vol Este vinho
  4. 4Médio-alto: 13,5–14,4% vol
  5. 5Alto: 14,5% vol ou mais

Na prática, neste vinho

Equilíbrio clássico, à vontade com a maioria dos pratos.

Perfil do vinho · Tinto

Doçura

Nível 1 de 5 — Seco – sem açúcar que se sinta, só fruta

Em linha com o típico (1,0) · Típico: média de 720 tintos da Vinogrande

O que é

A doçura vem do açúcar natural da uva que não se transformou em álcool (o açúcar residual). Um vinho seco quase não tem; um Porto ou um colheita tardia tem muito.

Onde se sente

Na ponta da língua, logo no primeiro gole, e numa sensação mais untuosa na boca. A acidez pode disfarçá-la.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: a classificação de doçura registada na ficha do produto (seco, meio-seco…).

Mede-se em gramas de açúcar residual por litro. Bandas gerais da UE: seco até cerca de 4 g/L, meio-seco até 12, meio-doce até 45 e doce acima disso. Na escala: abaixo de 4 g/L = 1, até 12 = 2, até 45 = 3, até 100 = 4, mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Seco: sem açúcar perceptível Este vinho
  2. 2Meio-seco: um toque de doçura
  3. 3Meio-doce: doçura evidente
  4. 4Doce: rico e frutado
  5. 5Muito doce: untuoso

Na prática, neste vinho

Acompanha a refeição toda, do salgado ao picante suave. Não o sirva com sobremesas doces: parece amargo.

Críticas e prémios

Servir & degustar

Temperatura 16–18 °CCom a sala acima de 20 °C, 15 min no frigorífico
CopoCopo Bordeaux
Abrir antes 15 min · Sem decantação

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Descrição

O Château Cos d'Estournel 2017 é um vinho tinto excecional e de prestígio internacional, classificado como Deuxième Grand Cru Classé na prestigiada denominação de Saint-Estèphe, em Bordéus, França. Considerado um verdadeiro triunfo num ano desafiante para a região, este lote combina de forma brilhante a estrutura do Cabernet Sauvignon com a opulência do Merlot.

The Wine AdvocateRP 98+Avaliado por: Lisa Perrotti-Brown

Composto por 66% Cabernet Sauvignon, 32% Merlot, 1% Petit Verdot e 1% Cabernet Franc, o grand vin de 2017 apresentou rendimentos de 43 hectolitros por hectare e estagiou em 60% de barricas de carvalho novo. O teor alcoólico foi de 13% e o IPT (Índice de Polifenóis Totais) de 68.

CorDe cor granada-púrpura profunda, o 2017 Cos d’Estournel precisa de algum tempo no copo para se abrir, revelando belas expressões de ameixas em conserva, amoras-boysen, pastilhas de groselha-preta e mirtilos silvestres, acompanhadas por notas de especiarias indianas, mentol, lilases e casca de árvore coberta de musgo, além de uma sugestão cativante de minério de ferro.

CorDe corpo médio a encorpado, apresenta um paladar sustentado por uma espinha dorsal sólida de taninos firmes e granulados, com uma frescura bem integrada que apoia as camadas compactas de frutas azuis e negras. O final é longo e perfumado.

Este vinho precisará de mais 5 a 7 anos em garrafa antes de começar a revelar todo o seu potencial e deverá evoluir durante pelo menos mais 40 anos. Espero que este vinho seja absolutamente impressionante quando voltar a prová-lo aos 10 anos de idade!

Publicado: 16 de março de 2020.

Château Cos d'Estournel 2017 – Avaliação de James Suckling (98/100)

Com uma impressionante classificação de 98 pontos em 100, James Suckling considera o Château Cos d'Estournel 2017 uma expressão notável da propriedade, destacando a sua combinação de potência, refinamento e longevidade.

AromaNo nariz, revela uma complexidade aromática marcante, onde se entrelaçam notas de especiarias doces, como noz-moscada e canela, com apontamentos de carne seca, ameixa madura, cedro e sândalo. O conjunto apresenta grande profundidade e sofisticação.

BocaEm boca, mostra-se amplo e estruturado, com um corpo cheio e um centro de palato particularmente denso e concentrado. A textura distingue-se pela qualidade dos taninos, descritos como extremamente polidos e precisos, proporcionando uma sensação sedosa e harmoniosa.

FinalO final é longo, elegante e persistente, marcado por uma notável combinação de subtileza, firmeza e frescura, culminando numa impressão quase etérea. Segundo Suckling, trata-se de um vinho de grande classe, com excelente potencial de evolução, recomendando-se o seu consumo a partir de 2023.

Com o que servir este vinho

Pratos calculados a partir do perfil, das castas e da região deste vinho.