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Château Lafite Rothschild 2015/2017/2021/2022/2023

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Ano
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FICHA TÉCNICA

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Colheita
Região
Bordeaux
Tipo
Tinto
Grau alcoólico
13,5% vol.
Garrafa
750 ml

Perfil do vinho

Tinto

Corpo
Taninos
Acidez
Álcool13,5% vol
Doçura

Toque ou passe o rato numa escala

Perfil do vinho · Tinto

Corpo

Nível 3 de 5 — Médio e redondo – como leite gordo

Abaixo do típico (3,8) · Típico: média de 711 tintos da Vinogrande

O que é

O corpo é o peso e a textura do vinho na boca. Vem sobretudo do álcool, do extrato (tudo o que fica dissolvido além da água), do glicerol e, nos vinhos doces, do açúcar.

Onde se sente

Em toda a língua: é a sensação de o vinho «encher» a boca. Compare leite magro, leite gordo e natas.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Não há um único número para o corpo. Os laboratórios medem o extrato seco (muitos vinhos ficam entre 18 e 30 g/L) e o grau alcoólico, que, segundo a WSET, é o que mais influencia o corpo. Na escala avaliamos o peso na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Leve: fluido e delicado
  2. 2Médio-leve: ligeiro
  3. 3Médio: redondo Este vinho
  4. 4Médio-cheio: amplo
  5. 5Encorpado: denso e cheio

Na prática, neste vinho

O meio-termo mais versátil: de bacalhau a carnes brancas e massas.

Perfil do vinho · Tinto

Taninos

Nível 2 de 5 — Macio – textura aveludada

Abaixo do típico (3,2) · Típico: média de 708 tintos da Vinogrande

O que é

Os taninos vêm das películas, das grainhas e da madeira. Dão estrutura e longevidade aos tintos; com o tempo, ficam mais macios.

Onde se sente

Nas gengivas, no interior das bochechas e nos dentes: aquela secura áspera, como depois de um chá preto forte.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Os laboratórios medem os polifenóis totais (índice IPT), mas esse valor raramente é publicado. Na escala avaliamos a quantidade e a textura dos taninos na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixos: sedosos
  2. 2Médio-baixos: macios Este vinho
  3. 3Médios: presentes
  4. 4Médio-altos: firmes
  5. 5Altos: robustos

Na prática, neste vinho

Acompanha aves, porco e massas sem pesar.

Perfil do vinho · Tinto

Acidez

Nível 5 de 5 — Vibrante e cortante – como um limão acabado de espremer

Acima do típico (3,6) · Típico: média de 702 tintos da Vinogrande

O que é

A acidez é a frescura do vinho: dá-lhe energia, faz crescer água na boca e ajuda-o a envelhecer. Sem ela o vinho fica chato; em excesso, fica agressivo.

Onde se sente

Nas laterais da língua e na salivação que fica depois de engolir. Quanto mais salivar, mais ácido é o vinho.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Em laboratório mede-se a acidez total (em gramas de ácido tartárico por litro; a maioria dos vinhos fica entre 4,5 e 8 g/L) e o pH (normalmente entre 3,0 e 3,8; quanto mais baixo, mais ácido). Na escala traduzimos isso em sensação na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixa: macia, pouca frescura
  2. 2Média-baixa: suave
  3. 3Média: fresca e equilibrada
  4. 4Média-alta: viva, salivante
  5. 5Alta: vibrante, cortante Este vinho

Na prática, neste vinho

Ideal com ostras, marisco, sushi e fritos; aguenta pratos ácidos e salgados. Sirva bem frio e beba como aperitivo.

Perfil do vinho · Tinto

Álcool 13,5% vol

Nível 4 de 5 — Generoso – aquece a garganta

Em linha com o típico (4,2) · Típico: média de 716 tintos da Vinogrande

O que é

O álcool nasce da fermentação do açúcar da uva. Dá calor, contribui para o corpo e transporta os aromas.

Onde se sente

No calor que se sente na garganta e no peito ao engolir, e num ligeiro ardor no nariz quando é alto.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o grau alcoólico do rótulo — No rótulo: 13,5% vol.

É o único eixo sempre medido: vem do grau alcoólico (% vol) do rótulo. Vinhos tranquilos e espumantes: abaixo de 11% = 1, até 12,4% = 2, até 13,4% = 3, até 14,4% = 4, 14,5% ou mais = 5. Vinhos generosos (Porto, Madeira…) têm escala própria: abaixo de 16,5% = 2, até 18,4% = 3, até 19,9% = 4, 20% ou mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixo: menos de 11% vol
  2. 2Médio-baixo: 11–12,4% vol
  3. 3Médio: 12,5–13,4% vol
  4. 4Médio-alto: 13,5–14,4% vol Este vinho
  5. 5Alto: 14,5% vol ou mais

Na prática, neste vinho

Evite pratos muito picantes, que acentuam o calor. Sirva um pouco mais fresco do que a temperatura ambiente.

Perfil do vinho · Tinto

Doçura

Nível 1 de 5 — Seco – sem açúcar que se sinta, só fruta

Em linha com o típico (1,0) · Típico: média de 720 tintos da Vinogrande

O que é

A doçura vem do açúcar natural da uva que não se transformou em álcool (o açúcar residual). Um vinho seco quase não tem; um Porto ou um colheita tardia tem muito.

Onde se sente

Na ponta da língua, logo no primeiro gole, e numa sensação mais untuosa na boca. A acidez pode disfarçá-la.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: a classificação de doçura registada na ficha do produto (seco, meio-seco…).

Mede-se em gramas de açúcar residual por litro. Bandas gerais da UE: seco até cerca de 4 g/L, meio-seco até 12, meio-doce até 45 e doce acima disso. Na escala: abaixo de 4 g/L = 1, até 12 = 2, até 45 = 3, até 100 = 4, mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Seco: sem açúcar perceptível Este vinho
  2. 2Meio-seco: um toque de doçura
  3. 3Meio-doce: doçura evidente
  4. 4Doce: rico e frutado
  5. 5Muito doce: untuoso

Na prática, neste vinho

Acompanha a refeição toda, do salgado ao picante suave. Não o sirva com sobremesas doces: parece amargo.

Críticas e prémios

Servir & degustar

Temperatura 16–18 °CCom a sala acima de 20 °C, 15 min no frigorífico
CopoCopo Bordeaux
Abrir antes 15 min · Sem decantação

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Descrição

O Château Lafite Rothschild 2022 é um vinho tinto de prestígio da denominação de Pauillac, Bordéus, classificado como Premier Grand Cru Classé. Esta safra é descrita por críticos como monumental, destacando-se pela sua elegância clássica combinada com uma potência surpreendente e um potencial de envelhecimento de 50 anos ou mais.

The Wine AdvocateRP 100Avaliado por: William Kelley

Na garrafa, o Lafite Rothschild 2022 revelou-se ainda melhor do que eu antecipava. Do copo emanam aromas de frutos vermelhos doces, groselha preta com notas mentoladas, violetas e caixa de charutos. É de corpo médio a cheio, aveludado e elegante, com um núcleo profundo e envolvente de fruta vibrante, taninos lindamente refinados e um final longo e perfumado. Mesmo nesta fase inicial, mostra-se notavelmente integrado e harmonioso, sendo certamente o mais elegante dos premiers crus deste ano, lembrando-me uma versão moderna do mágico Lafite de 1953.

Publicado: 6 de março de 2025

The Wine AdvocateRP 96Avaliado por: William Kelley

Engarrafado um pouco mais cedo do que o habitual devido às extensas obras de construção em andamento na propriedade, o 2023 Lafite Rothschild apresenta aromas de cassis (groselha-preta) e ameixas, combinados com notas de aparas de lápis, especiarias e um toque sutil de couro fresco. De corpo médio a encorpado, profundo e em camadas, é um vinho rico e ainda muito jovem em sua estrutura, com taninos macios e finos, acidez vibrante e um final saboroso e persistente.

Publicado em: 9 de abril de 2026.

James Suckling aribuíu 98 pontos ao Château Lafite Rothschild 2023, descrevendo-o como um vinho elegante, de corpo médio e com taninos ultrafinos. A nota de prova destaca um perfil aromático complexo de frutas vermelhas, casca de laranja e grafite, com uma textura "leve" e final sedutor.

O Château Lafite Rothschild 2023 foi amplamente aclamado pela crítica internacional, consolidando-se como um dos maiores destaques da colheita de 2023.

Grandes Pontuações da Crítica (Notas de Barril e Garrafa)

Finalista BWW (Best Wine of the World): Classificado formalmente como um dos vinhos finalistas nos prestigiados prémios BWW 2025 Finalist.

Decanter (Georgie Hindle): 98–100/100 pontos. Foi apontado pela revista como um potencial vinho perfeito e forte candidato a "Vinho da Colheita" (Wine of the Vintage).

Jane Anson (Inside Bordeaux): 98–100/100 pontos. A conceituada especialista afirmou que este vinho "irá deliciar qualquer pessoa que tenha a sorte de o possuir".

James Suckling: 98/100 pontos. Destacou a pureza magnética do seu Cabernet Sauvignon.

The Wine Independent (Lisa Perrotti-Brown MW): 97–99/100 pontos. Classificou-o como um vinho extraordinariamente cerebral e de execução perfeita pela equipa técnica da propriedade.

Alexandre Ma: 98–99/100 pontos.

Robert Parker’s Wine Advocate (William Kelley): 96/100 pontos (na última avaliação física), elogiando o seu núcleo de fruta pura e o classicismo que recorda colheitas históricas como a de 2016.

Com o que servir este vinho

Pratos calculados a partir do perfil, das castas e da região deste vinho.