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FonsecaDouro

Fonseca Vintage 2000

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FICHA TÉCNICA

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Colheita
2000
Região
Douro
Tipo
Porto
Produtor
Fonseca
Grau alcoólico
 20% vol.
Garrafa
 750 ml

Perfil do vinho

Porto · violáceo

Doçura
Corpo
Taninos
Álcool
Acidez

Toque ou passe o rato numa escala

Perfil do vinho · Porto

Doçura

Nível 5 de 5 — Muito doce e untuoso – como mel ou figos secos

Em linha com o típico (4,9) · Típico: média de 144 Portos da Vinogrande

O que é

A doçura vem do açúcar natural da uva que não se transformou em álcool (o açúcar residual). Um vinho seco quase não tem; um Porto ou um colheita tardia tem muito.

Onde se sente

Na ponta da língua, logo no primeiro gole, e numa sensação mais untuosa na boca. A acidez pode disfarçá-la.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as regras do estilo (WSET; IVDP para Porto e Madeira).

Mede-se em gramas de açúcar residual por litro. Bandas gerais da UE: seco até cerca de 4 g/L, meio-seco até 12, meio-doce até 45 e doce acima disso. Na escala: abaixo de 4 g/L = 1, até 12 = 2, até 45 = 3, até 100 = 4, mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Seco: sem açúcar perceptível
  2. 2Meio-seco: um toque de doçura
  3. 3Meio-doce: doçura evidente
  4. 4Doce: rico e frutado
  5. 5Muito doce: untuoso Este vinho

Na prática, neste vinho

Uma sobremesa em si: chocolate, frutos secos, queijos curados ou azuis. Um copo pequeno chega.

Perfil do vinho · Porto

Corpo

Nível 4 de 5 — Cheio e amplo – como natas leves

Em linha com o típico (4,3) · Típico: média de 147 Portos da Vinogrande

O que é

O corpo é o peso e a textura do vinho na boca. Vem sobretudo do álcool, do extrato (tudo o que fica dissolvido além da água), do glicerol e, nos vinhos doces, do açúcar.

Onde se sente

Em toda a língua: é a sensação de o vinho «encher» a boca. Compare leite magro, leite gordo e natas.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Não há um único número para o corpo. Os laboratórios medem o extrato seco (muitos vinhos ficam entre 18 e 30 g/L) e o grau alcoólico, que, segundo a WSET, é o que mais influencia o corpo. Na escala avaliamos o peso na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Leve: fluido e delicado
  2. 2Médio-leve: ligeiro
  3. 3Médio: redondo
  4. 4Médio-cheio: amplo Este vinho
  5. 5Encorpado: denso e cheio

Na prática, neste vinho

Pede pratos com estrutura: carnes vermelhas, assados, cogumelos, queijos curados.

Perfil do vinho · Porto

Taninos

Nível 3 de 5 — Presente – um aperto suave nas gengivas

Em linha com o típico (2,8) · Típico: média de 125 Portos da Vinogrande

O que é

Os taninos vêm das películas, das grainhas e da madeira. Dão estrutura e longevidade aos tintos; com o tempo, ficam mais macios.

Onde se sente

Nas gengivas, no interior das bochechas e nos dentes: aquela secura áspera, como depois de um chá preto forte.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Os laboratórios medem os polifenóis totais (índice IPT), mas esse valor raramente é publicado. Na escala avaliamos a quantidade e a textura dos taninos na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixos: sedosos
  2. 2Médio-baixos: macios
  3. 3Médios: presentes Este vinho
  4. 4Médio-altos: firmes
  5. 5Altos: robustos

Na prática, neste vinho

À vontade com carnes grelhadas e queijos de pasta dura.

Perfil do vinho · Porto

Álcool

Nível 5 de 5 — Muito quente e longo – para saborear devagar

Em linha com o típico (4,7) · Típico: média de 147 Portos da Vinogrande

O que é

O álcool nasce da fermentação do açúcar da uva. Dá calor, contribui para o corpo e transporta os aromas.

Onde se sente

No calor que se sente na garganta e no peito ao engolir, e num ligeiro ardor no nariz quando é alto.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o grau alcoólico do rótulo.

É o único eixo sempre medido: vem do grau alcoólico (% vol) do rótulo. Vinhos tranquilos e espumantes: abaixo de 11% = 1, até 12,4% = 2, até 13,4% = 3, até 14,4% = 4, 14,5% ou mais = 5. Vinhos generosos (Porto, Madeira…) têm escala própria: abaixo de 16,5% = 2, até 18,4% = 3, até 19,9% = 4, 20% ou mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 2Generoso leve: menos de 16,5% vol
  2. 3Generoso médio: 16,5–18,4% vol
  3. 4Generoso alto: 18,5–19,9% vol
  4. 5Generoso muito alto: 20% vol ou mais Este vinho

Na prática, neste vinho

Bebida de meditação: copo pequeno, goles curtos, sem pressa.

Perfil do vinho · Porto

Acidez

Nível 3 de 5 — Fresca e equilibrada – como uma maçã verde

Em linha com o típico (3,2) · Típico: média de 147 Portos da Vinogrande

O que é

A acidez é a frescura do vinho: dá-lhe energia, faz crescer água na boca e ajuda-o a envelhecer. Sem ela o vinho fica chato; em excesso, fica agressivo.

Onde se sente

Nas laterais da língua e na salivação que fica depois de engolir. Quanto mais salivar, mais ácido é o vinho.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as regras do estilo (WSET; IVDP para Porto e Madeira).

Em laboratório mede-se a acidez total (em gramas de ácido tartárico por litro; a maioria dos vinhos fica entre 4,5 e 8 g/L) e o pH (normalmente entre 3,0 e 3,8; quanto mais baixo, mais ácido). Na escala traduzimos isso em sensação na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixa: macia, pouca frescura
  2. 2Média-baixa: suave
  3. 3Média: fresca e equilibrada Este vinho
  4. 4Média-alta: viva, salivante
  5. 5Alta: vibrante, cortante

Na prática, neste vinho

Versátil à mesa: peixe grelhado, aves, saladas mornas. O frio moderado realça a frescura.

Servir & degustar

Temperatura 16–18 °CCom a sala acima de 20 °C, 15 min no frigorífico
CopoCopo de Porto / sobremesa
Decantação Decantar 30 minSirva com cuidado: pode ter depósito.

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Descrição

Produtor: Fonseca
Ano de Colheita: 2000
Grau Alcoólico: 20%
Garrafa: 750 ml
Críticas e prémios:
. 95 pontos Robert Parker
. 94 pontos Wine Spectator Magazine

Descrição:

Notas do Ano:

A húmida colheita de 1999 foi seguida por um inverno frio e seco. Abril e maio foram muito húmidos; metade da chuva anual caiu nesses dois meses. Junho e julho foram secos.

Agosto continuou seco e a primeira metade do mês foi extremamente quente. O final de agosto e inícios de setembro apresentaram condições perfeitas de maturação, com longos dias cálidos. Alguns dias de chuva entre 10 e 18 de setembro produziram as condições ideais e finalizaram a maturação. Os vinhos resultantes foram muito encorpados, com intensa cor e aromas muito atraentes.

 Notas de Prova:

Profunda cor púrpura/negra. Aromas intensos e profundos, exibindo frutos concentrados e opulentos, típico no estilo dos vinhos Fonseca.

Ricos aromas a groselha negra e ameixa, rematados com notas florais e a especiarias. Encorpado e aveludado na boca, com taninos macios e maduros, com boa garra, a garantir um longo final frutado.

 Notas de Imprensa:

"O Fonseca milenar ainda é uma jovem cria. Tem amora rica, cassis e nariz a alcaçuz com um toque de selim de couro, bolo de frutas e terra. O paladar tem uma entrada sensual, taninos muito bem integrados, sem nada que falhe e com notas de amora, compota de azeitona preta, figo e um toque de compota de ameixa damson. Adorável equilíbrio natural, embora ainda a libertar-se do seu jovem e portentoso corpo. Um Fonseca por excelência." Neal Martin (Maio 2009 – 95 pontos)

"…este vinho do Porto encorpado, untuosamente texturado, é um dos mais concentrados da colheita." "…este resultado de grande escala, mas extraordinariamente bem equilibrado, é surpreendentemente agradável e acessível (para os standards da Fonseca)." Robert Parker (Outubro 2002 – 95+)

"Muito fechado, com imenso carácter de ameixa e passas. Encorpado, medianamente doce e muito aveludado, com imensa fruta e de taninos redondos. Boa garra. Muito harmonioso para um Fonseca." James Suckling (Maio 30, 2002 – 92-94 pontos)

Com o que servir este vinho

Pratos calculados a partir do perfil, das castas e da região deste vinho.