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Quinta de La Rosa Tim Grande Reserva Branco 2023

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FICHA TÉCNICA

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Colheita
2023
Região
Douro
Tipo
Branco
Enólogo
Jorge Moreira
Grau alcoólico
12,5% vol.
Garrafa
750 ml

Perfil do vinho

Branco

Acidez
Corpo
Doçura
Álcool12,5% vol

Toque ou passe o rato numa escala

Perfil do vinho · Branco

Acidez

Nível 5 de 5 — Vibrante e cortante – como um limão acabado de espremer

Acima do típico (4,1) · Típico: média de 434 brancos da Vinogrande

O que é

A acidez é a frescura do vinho: dá-lhe energia, faz crescer água na boca e ajuda-o a envelhecer. Sem ela o vinho fica chato; em excesso, fica agressivo.

Onde se sente

Nas laterais da língua e na salivação que fica depois de engolir. Quanto mais salivar, mais ácido é o vinho.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Em laboratório mede-se a acidez total (em gramas de ácido tartárico por litro; a maioria dos vinhos fica entre 4,5 e 8 g/L) e o pH (normalmente entre 3,0 e 3,8; quanto mais baixo, mais ácido). Na escala traduzimos isso em sensação na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixa: macia, pouca frescura
  2. 2Média-baixa: suave
  3. 3Média: fresca e equilibrada
  4. 4Média-alta: viva, salivante
  5. 5Alta: vibrante, cortante Este vinho

Na prática, neste vinho

Ideal com ostras, marisco, sushi e fritos; aguenta pratos ácidos e salgados. Sirva bem frio e beba como aperitivo.

Perfil do vinho · Branco

Corpo

Nível 4 de 5 — Cheio e amplo – como natas leves

Acima do típico (3,1) · Típico: média de 436 brancos da Vinogrande

O que é

O corpo é o peso e a textura do vinho na boca. Vem sobretudo do álcool, do extrato (tudo o que fica dissolvido além da água), do glicerol e, nos vinhos doces, do açúcar.

Onde se sente

Em toda a língua: é a sensação de o vinho «encher» a boca. Compare leite magro, leite gordo e natas.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Não há um único número para o corpo. Os laboratórios medem o extrato seco (muitos vinhos ficam entre 18 e 30 g/L) e o grau alcoólico, que, segundo a WSET, é o que mais influencia o corpo. Na escala avaliamos o peso na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Leve: fluido e delicado
  2. 2Médio-leve: ligeiro
  3. 3Médio: redondo
  4. 4Médio-cheio: amplo Este vinho
  5. 5Encorpado: denso e cheio

Na prática, neste vinho

Pede pratos com estrutura: carnes vermelhas, assados, cogumelos, queijos curados.

Perfil do vinho · Branco

Doçura

Nível 1 de 5 — Seco – sem açúcar que se sinta, só fruta

Em linha com o típico (1,1) · Típico: média de 453 brancos da Vinogrande

O que é

A doçura vem do açúcar natural da uva que não se transformou em álcool (o açúcar residual). Um vinho seco quase não tem; um Porto ou um colheita tardia tem muito.

Onde se sente

Na ponta da língua, logo no primeiro gole, e numa sensação mais untuosa na boca. A acidez pode disfarçá-la.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: a classificação de doçura registada na ficha do produto (seco, meio-seco…).

Mede-se em gramas de açúcar residual por litro. Bandas gerais da UE: seco até cerca de 4 g/L, meio-seco até 12, meio-doce até 45 e doce acima disso. Na escala: abaixo de 4 g/L = 1, até 12 = 2, até 45 = 3, até 100 = 4, mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Seco: sem açúcar perceptível Este vinho
  2. 2Meio-seco: um toque de doçura
  3. 3Meio-doce: doçura evidente
  4. 4Doce: rico e frutado
  5. 5Muito doce: untuoso

Na prática, neste vinho

Acompanha a refeição toda, do salgado ao picante suave. Não o sirva com sobremesas doces: parece amargo.

Perfil do vinho · Branco

Álcool 12,5% vol

Nível 3 de 5 — Equilibrado – calor suave no final

Em linha com o típico (3,1) · Típico: média de 453 brancos da Vinogrande

O que é

O álcool nasce da fermentação do açúcar da uva. Dá calor, contribui para o corpo e transporta os aromas.

Onde se sente

No calor que se sente na garganta e no peito ao engolir, e num ligeiro ardor no nariz quando é alto.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o grau alcoólico do rótulo — No rótulo: 12,5% vol.

É o único eixo sempre medido: vem do grau alcoólico (% vol) do rótulo. Vinhos tranquilos e espumantes: abaixo de 11% = 1, até 12,4% = 2, até 13,4% = 3, até 14,4% = 4, 14,5% ou mais = 5. Vinhos generosos (Porto, Madeira…) têm escala própria: abaixo de 16,5% = 2, até 18,4% = 3, até 19,9% = 4, 20% ou mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixo: menos de 11% vol
  2. 2Médio-baixo: 11–12,4% vol
  3. 3Médio: 12,5–13,4% vol Este vinho
  4. 4Médio-alto: 13,5–14,4% vol
  5. 5Alto: 14,5% vol ou mais

Na prática, neste vinho

Equilíbrio clássico, à vontade com a maioria dos pratos.

Críticas e prémios

Servir & degustar

Temperatura 10–12 °CFrigorífico 2 h · tire-o 10 min antes de servir
CopoCopo de branco

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Harmonizações, alternativas e conselhos em segundos

Descrição

O Quinta de La Rosa Tim Grande Reserva Branco 2023 revela-se como um vinho de excecional elegância e profundidade, digno tributo ao legado de Tim Berqvist. Fermentado e estagiado durante seis meses em barricas de carvalho francês, desenvolve uma estrutura complexa e sofisticada, enriquecida por um estágio adicional de 18 meses em garrafa que lhe confere harmonia e maturidade.

AromaNo nariz, apresenta-se com grande requinte e intensidade aromática, revelando notas de fruta de caroço madura, leves apontamentos cítricos, toques tostados e sugestões subtis de especiarias provenientes da madeira bem integrada.

BocaNa boca, é um vinho branco gastronómico por excelência: encorpado, com textura cremosa e uma acidez vibrante que lhe confere frescura e prolonga o final. A riqueza de sabores alia-se a uma energia cativante, resultando num perfil complexo e equilibrado, simultaneamente poderoso e refinado.

É um vinho que alia caráter e precisão, capaz de evoluir com grande dignidade em cave, mas que já se mostra extraordinariamente prazeroso à mesa, acompanhando pratos sofisticados de peixe, marisco ou carnes brancas.

Um branco notável, que traduz com autenticidade o terroir do Douro e que, sem dúvida, honraria o espírito visionário de Tim Berqvist.

The Wine AdvocateRP 92

Crítico: Luis Gutiérrez

O enólogo Jorge Moreira ficou particularmente satisfeito com os vinhos brancos (e o rosé) de 2023 e, nesse ano, produziram o Tim Grande Reserva Branco 2023, o topo de gama da propriedade. Trata-se de um branco cremoso e elegante, generosamente marcado pelo estágio em madeira e concebido para uma evolução prolongada em garrafa. Este vinho poderá distinguir-se das anteriores colheitas, uma vez que resulta de um lote de Arinto e Alvarinho provenientes de vinhas com oito anos.

Apresenta maior maturação da fruta e um teor alcoólico mais elevado, de 13,5%, com um pH de 3,41 e uma textura de boca mais redonda. À semelhança dos restantes brancos, fermentou numa combinação de cubas de inox e barricas de carvalho. Neste caso, o estágio foi ligeiramente mais prolongado, durante oito meses, e recorreu-se a uma maior proporção de barricas novas, correspondendo a 30% do total. Não sou adepto da ideia de que “quanto mais, melhor”, mas neste caso a utilização de madeira parece plenamente justificada. Foram produzidas 3.300 garrafas, engarrafadas em julho de 2024.

Depois da seca, chegaram as chuvas torrenciais. 2023 e 2024 repuseram os níveis de água subterrânea e permitiram produzir vinhos mais frescos, com 2024 a revelar-se uma colheita de perfil clássico. No entanto, a chuva após a vindima de 2025 foi simplesmente excessiva. Na Quinta de la Rosa, os efeitos foram particularmente severos. “A chuva causou danos incalculáveis a muitos dos nossos muros de pedra seca, e a estrada entre o Pinhão e La Rosa está encerrada devido a abatimentos do terreno. Por isso, estamos bastante isolados. Espero apenas que deixe de chover em breve”, afirmou a proprietária Sophia Bergqvist, em meados de fevereiro de 2026.

Publicado em: 16 de abril de 2026

Com o que servir este vinho

Pratos calculados a partir do perfil, das castas e da região deste vinho.