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Château LatourBordeaux

Château Latour Pauillac 2004/2011/2012/2014/2015

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Ano
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FICHA TÉCNICA

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Colheita
Região
Bordeaux
Tipo
Tinto
Grau alcoólico
13% vol.
Garrafa
750 ml

Perfil do vinho

Tinto

Corpo
Taninos
Acidez
Álcool13% vol
Doçura

Toque ou passe o rato numa escala

Perfil do vinho · Tinto

Corpo

Nível 5 de 5 — Encorpado e denso – como natas espessas

Acima do típico (3,8) · Típico: média de 711 tintos da Vinogrande

O que é

O corpo é o peso e a textura do vinho na boca. Vem sobretudo do álcool, do extrato (tudo o que fica dissolvido além da água), do glicerol e, nos vinhos doces, do açúcar.

Onde se sente

Em toda a língua: é a sensação de o vinho «encher» a boca. Compare leite magro, leite gordo e natas.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Não há um único número para o corpo. Os laboratórios medem o extrato seco (muitos vinhos ficam entre 18 e 30 g/L) e o grau alcoólico, que, segundo a WSET, é o que mais influencia o corpo. Na escala avaliamos o peso na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Leve: fluido e delicado
  2. 2Médio-leve: ligeiro
  3. 3Médio: redondo
  4. 4Médio-cheio: amplo
  5. 5Encorpado: denso e cheio Este vinho

Na prática, neste vinho

Para pratos intensos: carnes no forno, caça, guisados, queijos fortes. Um copo largo ajuda a abrir.

Perfil do vinho · Tinto

Taninos

Nível 2 de 5 — Macio – textura aveludada

Abaixo do típico (3,2) · Típico: média de 708 tintos da Vinogrande

O que é

Os taninos vêm das películas, das grainhas e da madeira. Dão estrutura e longevidade aos tintos; com o tempo, ficam mais macios.

Onde se sente

Nas gengivas, no interior das bochechas e nos dentes: aquela secura áspera, como depois de um chá preto forte.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Os laboratórios medem os polifenóis totais (índice IPT), mas esse valor raramente é publicado. Na escala avaliamos a quantidade e a textura dos taninos na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixos: sedosos
  2. 2Médio-baixos: macios Este vinho
  3. 3Médios: presentes
  4. 4Médio-altos: firmes
  5. 5Altos: robustos

Na prática, neste vinho

Acompanha aves, porco e massas sem pesar.

Perfil do vinho · Tinto

Acidez

Nível 5 de 5 — Vibrante e cortante – como um limão acabado de espremer

Acima do típico (3,6) · Típico: média de 702 tintos da Vinogrande

O que é

A acidez é a frescura do vinho: dá-lhe energia, faz crescer água na boca e ajuda-o a envelhecer. Sem ela o vinho fica chato; em excesso, fica agressivo.

Onde se sente

Nas laterais da língua e na salivação que fica depois de engolir. Quanto mais salivar, mais ácido é o vinho.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Em laboratório mede-se a acidez total (em gramas de ácido tartárico por litro; a maioria dos vinhos fica entre 4,5 e 8 g/L) e o pH (normalmente entre 3,0 e 3,8; quanto mais baixo, mais ácido). Na escala traduzimos isso em sensação na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixa: macia, pouca frescura
  2. 2Média-baixa: suave
  3. 3Média: fresca e equilibrada
  4. 4Média-alta: viva, salivante
  5. 5Alta: vibrante, cortante Este vinho

Na prática, neste vinho

Ideal com ostras, marisco, sushi e fritos; aguenta pratos ácidos e salgados. Sirva bem frio e beba como aperitivo.

Perfil do vinho · Tinto

Álcool 13% vol

Nível 3 de 5 — Equilibrado – calor suave no final

Abaixo do típico (4,2) · Típico: média de 716 tintos da Vinogrande

O que é

O álcool nasce da fermentação do açúcar da uva. Dá calor, contribui para o corpo e transporta os aromas.

Onde se sente

No calor que se sente na garganta e no peito ao engolir, e num ligeiro ardor no nariz quando é alto.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o grau alcoólico do rótulo — No rótulo: 13% vol.

É o único eixo sempre medido: vem do grau alcoólico (% vol) do rótulo. Vinhos tranquilos e espumantes: abaixo de 11% = 1, até 12,4% = 2, até 13,4% = 3, até 14,4% = 4, 14,5% ou mais = 5. Vinhos generosos (Porto, Madeira…) têm escala própria: abaixo de 16,5% = 2, até 18,4% = 3, até 19,9% = 4, 20% ou mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixo: menos de 11% vol
  2. 2Médio-baixo: 11–12,4% vol
  3. 3Médio: 12,5–13,4% vol Este vinho
  4. 4Médio-alto: 13,5–14,4% vol
  5. 5Alto: 14,5% vol ou mais

Na prática, neste vinho

Equilíbrio clássico, à vontade com a maioria dos pratos.

Perfil do vinho · Tinto

Doçura

Nível 1 de 5 — Seco – sem açúcar que se sinta, só fruta

Em linha com o típico (1,0) · Típico: média de 720 tintos da Vinogrande

O que é

A doçura vem do açúcar natural da uva que não se transformou em álcool (o açúcar residual). Um vinho seco quase não tem; um Porto ou um colheita tardia tem muito.

Onde se sente

Na ponta da língua, logo no primeiro gole, e numa sensação mais untuosa na boca. A acidez pode disfarçá-la.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: a classificação de doçura registada na ficha do produto (seco, meio-seco…).

Mede-se em gramas de açúcar residual por litro. Bandas gerais da UE: seco até cerca de 4 g/L, meio-seco até 12, meio-doce até 45 e doce acima disso. Na escala: abaixo de 4 g/L = 1, até 12 = 2, até 45 = 3, até 100 = 4, mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Seco: sem açúcar perceptível Este vinho
  2. 2Meio-seco: um toque de doçura
  3. 3Meio-doce: doçura evidente
  4. 4Doce: rico e frutado
  5. 5Muito doce: untuoso

Na prática, neste vinho

Acompanha a refeição toda, do salgado ao picante suave. Não o sirva com sobremesas doces: parece amargo.

Críticas e prémios

  • Jancis Robinson: 19/20

Servir & degustar

Temperatura 16–18 °CCom a sala acima de 20 °C, 15 min no frigorífico
CopoCopo Bordeaux
Abrir antes 15 min · Sem decantação

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Descrição

O Château Latour é um vinho tinto de prestígio da denominação de Pauillac, Bordéus, classificado como um Premier Grand Cru Classé. Este exemplar destaca-se pela sua pureza e concentração, sendo composto por uma das maiores percentagens de Cabernet Sauvignon da história da propriedade (97,1%).

The Wine AdvocateRP 96Avaliado por: William Kelley

Um ano rico e expressivo para esta propriedade, o Latour 2015 abre-se no copo com aromas de frutos silvestres escuros, cassis, terra húmida, torra de espresso, aparas de lápis e um subtil toque de potpourri. De corpo médio a cheio, macio e elegante, apresenta um ataque aveludado que evolui para um meio de boca doce e em camadas; é envolvente e completo, terminando com um final saporoso. O 2014, mais tenso e clássico, deverá revelar maior longevidade, enquanto o generoso 2015 é um Latour que não seria pecado beber jovem.

Publicado em: 6 de Abril de 2023

The Wine AdvocateRP 97+Avaliado por: William Kelley

O Latour 2014 é um dos melhores vinhos de uma safra que favoreceu o norte do Médoc. Misturando aromas de frutos silvestres e cassis com notas de capa de charuto, solo terroso, trufas negras e elegante carvalho novo, apresenta corpo cheio, riqueza e grande concentração. O seu ataque amplo evolui para um meio de boca profundo e firmemente estruturado, enquadrado por taninos em pó, de caráter calcário, e por acidez vibrante, culminando num final longo e salivante.

Este vinho jovem, de equilíbrio clássico e estrutura ainda juvenil, parece destinado a uma longevidade extraordinária. Lembra uma versão moderna de uma colheita mais fresca como 1996, embora hoje em dia a maturação seja mais completa e a seleção ainda mais rigorosa do que era há duas décadas.

Publicado em: 15 de março de 2022

O Château Latour localiza-se no centro de Médoc, na região de Bordéus e estende-se por 92 hectares de vinha, cuja casta predominante é a Cabernet Sauvignon.

Latour é um local cheio de história e antepassados, que remonta a 1378, ano em que as terras se tornaram propriedade de Gaucelme de Castillon que construiu um forte de guarnição a 300 metros do estuário para proteger contra ataques durante a Guerra dos Cem Anos. A torre, batizada por La Tour, deu o seu nome à herdade em redor da fortaleza, que esteve nas mãos inglesas até à Batalha de Castillon em 1453, e que foi completamente destruída pelas forças do Rei de França. Infelizmente, a torre original já não existe, mas em 1620 foi erguida outra torre de formato circular, construída por Simon Ledwidge, tornando-se o símbolo da propriedade.

Jeb Dunnuck: Por fim, o Grand Vin é um vinho celestial que oferece um bouquet típico do Latour, com notas puras de crème de cassis, grafite, raspas de lápis, tabaco e uma mineralidade que lembra pedra líquida. Mostra um toque do estilo mais maduro e sedutor da safra, mas permanece firme e compacto no paladar, com riqueza encorpada, taninos finos, mas que se desenvolvem, equilíbrio impecável e um final magnífico. Não muito distante do estilo de 2009, será acessível com somente 4-6 anos de envelhecimento em garrafa e terá 40 anos de longevidade.

James Suckling: Aromas de ferro, concha de ostra, ferrugem e pedras, com mirtilos e amoras. Encorpado, mas extremamente polido e refinado. Flui pelo paladar com sabores frutados e salgados. Apertado, focado e sempre elegante. Comprimento encantador. 97% de cabernet sauvignon conferem esse brilho. Beber em 2022.

Com o que servir este vinho

Pratos calculados a partir do perfil, das castas e da região deste vinho.