Artadi San Lazaro 2020

Ano
€118.00
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97 pontos James Suckling, 95 pontos José Peñín e 95+ pontos Robert Parker

The Wine Advocate

RP 95+

Avaliado por: Luis Gutiérrez

Eu estava ansioso pela versão engarrafada do San Lázaro 2020, o meu favorito dos “novos” engarrafamentos de vinha única provenientes de uma parcela que anteriormente contribuía para o Pagos Viejos. A amostra que provei da última vez mostrava grande estrutura e uma ossatura esguia, um vinho etéreo, longo e floral, especiado e fresco. Em 2020, utilizaram uma pequena quantidade de uvas brancas, e há ainda mais em 2021, quando decidiram usar sistematicamente 2% a 4% de uvas brancas nas vinhas onde estas estão misturadas com a Tempranillo. Este vinho tem finesse e é esguio e delicado, com algo de etéreo, bastante aberto e um pouco mais evoluído, com algumas notas tostadas inesperadas. Aqui, a maioria das barricas era de 500 litros (três barricas de 500 litros e duas de 225 litros). Foram engarrafadas 2.000 garrafas em junho de 2021.

Localizada em pleno coração de Rioja Alavesa, nos dominios da bela vila medieval de Laguardia, encontramos a Artadi, uma das vinícolas espanholas mais aclamadas da atualidade. Os vinhos da Artadi estão, hoje, entre os melhores vinhos da Espanha, e grande parte desse sucesso é resultado do trabalho desenvolvido pelo visionário produtor, Juan Carlos López de Lacalle. A Artadi nasceu a partir de uma cooperativa em 1985, mas não demorou muito para que, em 1992, ganhasse a condição de empresa privada. Obviamente os sonhos de Lacalle eram ambiciosos, e logo seus vinhos começaram a figurar entre os melhores do país. Um dos pioneiros de Rioja a implantar técnicas modernas de vinificação, Lacalle diminuiu drasticamente o rendimento dos vinhedos, introduziu o carvalho francês e a fermentação malolática em madeira. Focando apenas na qualidade e na idade de seus vinhedos, ele deixou de lado os mandamentos normativos de Rioja que pregavam longos anos de amadurecimento do vinho em grandes tanques de madeira para ganharem classificações de Crianza, Reserva e Gran Reserva. Para Juan Carlos, de nada adianta obedecer as normas das denominações de origem, se o viticultor não acredita de fato na qualidade dos seus vinhos.