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Monte Branco Tinto 2019/2020/2021

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FICHA TÉCNICA

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Colheita
Região
Alentejo
Tipo
Tinto
Grau alcoólico
14% vol.
Garrafa
750 ml

Perfil do vinho

Branco

Acidez
Corpo
Doçura
Álcool14% vol

Toque ou passe o rato numa escala

Perfil do vinho · Branco

Acidez

Nível 3 de 5 — Fresca e equilibrada – como uma maçã verde

Abaixo do típico (4,1) · Típico: média de 434 brancos da Vinogrande

O que é

A acidez é a frescura do vinho: dá-lhe energia, faz crescer água na boca e ajuda-o a envelhecer. Sem ela o vinho fica chato; em excesso, fica agressivo.

Onde se sente

Nas laterais da língua e na salivação que fica depois de engolir. Quanto mais salivar, mais ácido é o vinho.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Em laboratório mede-se a acidez total (em gramas de ácido tartárico por litro; a maioria dos vinhos fica entre 4,5 e 8 g/L) e o pH (normalmente entre 3,0 e 3,8; quanto mais baixo, mais ácido). Na escala traduzimos isso em sensação na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixa: macia, pouca frescura
  2. 2Média-baixa: suave
  3. 3Média: fresca e equilibrada Este vinho
  4. 4Média-alta: viva, salivante
  5. 5Alta: vibrante, cortante

Na prática, neste vinho

Versátil à mesa: peixe grelhado, aves, saladas mornas. O frio moderado realça a frescura.

Perfil do vinho · Branco

Corpo

Nível 5 de 5 — Encorpado e denso – como natas espessas

Acima do típico (3,1) · Típico: média de 436 brancos da Vinogrande

O que é

O corpo é o peso e a textura do vinho na boca. Vem sobretudo do álcool, do extrato (tudo o que fica dissolvido além da água), do glicerol e, nos vinhos doces, do açúcar.

Onde se sente

Em toda a língua: é a sensação de o vinho «encher» a boca. Compare leite magro, leite gordo e natas.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Não há um único número para o corpo. Os laboratórios medem o extrato seco (muitos vinhos ficam entre 18 e 30 g/L) e o grau alcoólico, que, segundo a WSET, é o que mais influencia o corpo. Na escala avaliamos o peso na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Leve: fluido e delicado
  2. 2Médio-leve: ligeiro
  3. 3Médio: redondo
  4. 4Médio-cheio: amplo
  5. 5Encorpado: denso e cheio Este vinho

Na prática, neste vinho

Para pratos intensos: carnes no forno, caça, guisados, queijos fortes. Um copo largo ajuda a abrir.

Perfil do vinho · Branco

Doçura

Nível 1 de 5 — Seco – sem açúcar que se sinta, só fruta

Em linha com o típico (1,1) · Típico: média de 453 brancos da Vinogrande

O que é

A doçura vem do açúcar natural da uva que não se transformou em álcool (o açúcar residual). Um vinho seco quase não tem; um Porto ou um colheita tardia tem muito.

Onde se sente

Na ponta da língua, logo no primeiro gole, e numa sensação mais untuosa na boca. A acidez pode disfarçá-la.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: a classificação de doçura registada na ficha do produto (seco, meio-seco…).

Mede-se em gramas de açúcar residual por litro. Bandas gerais da UE: seco até cerca de 4 g/L, meio-seco até 12, meio-doce até 45 e doce acima disso. Na escala: abaixo de 4 g/L = 1, até 12 = 2, até 45 = 3, até 100 = 4, mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Seco: sem açúcar perceptível Este vinho
  2. 2Meio-seco: um toque de doçura
  3. 3Meio-doce: doçura evidente
  4. 4Doce: rico e frutado
  5. 5Muito doce: untuoso

Na prática, neste vinho

Acompanha a refeição toda, do salgado ao picante suave. Não o sirva com sobremesas doces: parece amargo.

Perfil do vinho · Branco

Álcool 14% vol

Nível 4 de 5 — Generoso – aquece a garganta

Acima do típico (3,1) · Típico: média de 453 brancos da Vinogrande

O que é

O álcool nasce da fermentação do açúcar da uva. Dá calor, contribui para o corpo e transporta os aromas.

Onde se sente

No calor que se sente na garganta e no peito ao engolir, e num ligeiro ardor no nariz quando é alto.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o grau alcoólico do rótulo — No rótulo: 14% vol.

É o único eixo sempre medido: vem do grau alcoólico (% vol) do rótulo. Vinhos tranquilos e espumantes: abaixo de 11% = 1, até 12,4% = 2, até 13,4% = 3, até 14,4% = 4, 14,5% ou mais = 5. Vinhos generosos (Porto, Madeira…) têm escala própria: abaixo de 16,5% = 2, até 18,4% = 3, até 19,9% = 4, 20% ou mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixo: menos de 11% vol
  2. 2Médio-baixo: 11–12,4% vol
  3. 3Médio: 12,5–13,4% vol
  4. 4Médio-alto: 13,5–14,4% vol Este vinho
  5. 5Alto: 14,5% vol ou mais

Na prática, neste vinho

Evite pratos muito picantes, que acentuam o calor. Sirva um pouco mais fresco do que a temperatura ambiente.

Críticas e prémios

Servir & degustar

Temperatura 16–18 °CCom a sala acima de 20 °C, 15 min no frigorífico
CopoCopo Bordeaux
Abrir antes 15 min · Sem decantação

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Descrição

O Monte Branco tinto 2021 é um prestigiado vinho DOC Alentejo, produzido pela Adega do Monte Branco em Estremoz, sob a assinatura do enólogo Luís Louro. Trata-se do vinho topo de gama da adega, reconhecido pela sua grande estrutura, precisão e longevidade.

The Wine AdvocateRP 94Avaliado por: Mark Squires

O Monte Branco Adega do Monte Branco 2019 é um corte de 80% Alicante Bouschet e 20% Aragonez, envelhecido por 16 meses em 85% de carvalho francês novo. Apresenta teor alcoólico de 14,2%. Um pouco fechado nas bordas, ainda assim acaricia o paladar com uma textura aveludada. Os taninos não são duros, mas estão presentes, mantendo o vinho ainda um pouco evoluído em todos os aspetos. Ao mesmo tempo, começa a mostrar indícios de quão excecional pode se tornar com um pouco mais de paciência. Está longe de ser inacessível hoje, mas certamente estará melhor por volta de 2025. Talvez então tenhamos uma ideia mais clara do seu verdadeiro potencial. Está claramente em ascensão — refinado, elegante e preciso, com fruta expressiva.

The Wine AdvocateRP 92Avaliado por: Luis Gutiérrez

Degustado ao lado do 2021, o Monte Branco Tinto 2020 — o blend tinto emblemático e homónimo da casa — foi produzido com 70% Alicante Bouschet, 20% Aragonez e 10% Trincadeira, provenientes das mesmas vinhas plantadas em 2001 em solos calcários. Fermentou em lagar e estagiou em barricas de carvalho francês de 300 e 500 litros, 80% delas novas, durante um ano. Alcançou 14% de teor alcoólico, mas ainda mantém boa frescura. Este vinho apresenta uma cor e um perfil mais escuros que o 2021, com taninos um pouco mais secos e um toque a mais de rusticidade, embora pareça um pouco mais polido. Produção de 2.500 garrafas. Foi engarrafado em agosto de 2022.

Luis Louro é filho de Miguel Louro, da Quinta do Mouro. Criou a Adega Monte Branco em 2004, em Estremoz, após dois anos de compra de terrenos, plantio e aquisição de vinhas. Não utiliza herbicidas e tem dado cada vez mais atenção às castas locais. Trabalha um total de 28 hectares divididos em cinco parcelas, todas em Estremoz, sendo a mais antiga plantada em 1993.

The Wine AdvocateRP 93Avaliado por: Luis Gutiérrez

O homónimo Monte Branco Tinto 2021 foi produzido com 70% Alicante Bouschet, 20% Aragonez e 10% Trincadeira, provenientes de vinhas de sequeiro plantadas em 2001 em solos calcários, a 350 metros de altitude. Fermentou em lagar com pisa a pé e estagiou durante 16 meses em barricas de carvalho francês de 300 e 500 litros, sendo 80% delas novas. É um vinho bastante marcado pela madeira, maduro sem excessos e concentrado, com taninos abundantes. Apresenta 13,8% de álcool. Precisa de tempo. Foram produzidas 4.860 garrafas, 370 magnums e 30 double magnums. Foi engarrafado em agosto de 2023.

Luis Louro é filho de Miguel Louro, da Quinta do Mouro. Criou a Adega Monte Branco em 2004, em Estremoz, após dois anos dedicados à compra de terrenos, plantação e aquisição de vinhas. Não utiliza herbicidas e dá cada vez mais atenção às castas locais. Trabalha um total de 28 hectares distribuídos por cinco parcelas, todas em Estremoz, sendo a mais antiga plantada em 1993. A sua produção média é de 200.000 garrafas por ano.

Publicado em: 15 de maio de 2025

Com o que servir este vinho

Pratos calculados a partir do perfil, das castas e da região deste vinho.