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MOB Gauvé Branco 2019/2021

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FICHA TÉCNICA

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Colheita
Região
Dão
Tipo
Branco
Castas
Old Vines
Grau alcoólico
13,5% vol.
Garrafa
750 ml

Perfil do vinho

Branco

Acidez
Corpo
Doçura
Álcool13,5% vol

Toque ou passe o rato numa escala

Perfil do vinho · Branco

Acidez

Nível 5 de 5 — Vibrante e cortante – como um limão acabado de espremer

Acima do típico (4,1) · Típico: média de 434 brancos da Vinogrande

O que é

A acidez é a frescura do vinho: dá-lhe energia, faz crescer água na boca e ajuda-o a envelhecer. Sem ela o vinho fica chato; em excesso, fica agressivo.

Onde se sente

Nas laterais da língua e na salivação que fica depois de engolir. Quanto mais salivar, mais ácido é o vinho.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as notas de prova e a descrição do vinho na Vinogrande.

Em laboratório mede-se a acidez total (em gramas de ácido tartárico por litro; a maioria dos vinhos fica entre 4,5 e 8 g/L) e o pH (normalmente entre 3,0 e 3,8; quanto mais baixo, mais ácido). Na escala traduzimos isso em sensação na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixa: macia, pouca frescura
  2. 2Média-baixa: suave
  3. 3Média: fresca e equilibrada
  4. 4Média-alta: viva, salivante
  5. 5Alta: vibrante, cortante Este vinho

Na prática, neste vinho

Ideal com ostras, marisco, sushi e fritos; aguenta pratos ácidos e salgados. Sirva bem frio e beba como aperitivo.

Perfil do vinho · Branco

Corpo

Nível 4 de 5 — Cheio e amplo – como natas leves

Acima do típico (3,1) · Típico: média de 436 brancos da Vinogrande

O que é

O corpo é o peso e a textura do vinho na boca. Vem sobretudo do álcool, do extrato (tudo o que fica dissolvido além da água), do glicerol e, nos vinhos doces, do açúcar.

Onde se sente

Em toda a língua: é a sensação de o vinho «encher» a boca. Compare leite magro, leite gordo e natas.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico das castas (Wine Folly / WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Não há um único número para o corpo. Os laboratórios medem o extrato seco (muitos vinhos ficam entre 18 e 30 g/L) e o grau alcoólico, que, segundo a WSET, é o que mais influencia o corpo. Na escala avaliamos o peso na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Leve: fluido e delicado
  2. 2Médio-leve: ligeiro
  3. 3Médio: redondo
  4. 4Médio-cheio: amplo Este vinho
  5. 5Encorpado: denso e cheio

Na prática, neste vinho

Pede pratos com estrutura: carnes vermelhas, assados, cogumelos, queijos curados.

Perfil do vinho · Branco

Doçura

Nível 1 de 5 — Seco – sem açúcar que se sinta, só fruta

Em linha com o típico (1,1) · Típico: média de 453 brancos da Vinogrande

O que é

A doçura vem do açúcar natural da uva que não se transformou em álcool (o açúcar residual). Um vinho seco quase não tem; um Porto ou um colheita tardia tem muito.

Onde se sente

Na ponta da língua, logo no primeiro gole, e numa sensação mais untuosa na boca. A acidez pode disfarçá-la.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: a classificação de doçura registada na ficha do produto (seco, meio-seco…).

Mede-se em gramas de açúcar residual por litro. Bandas gerais da UE: seco até cerca de 4 g/L, meio-seco até 12, meio-doce até 45 e doce acima disso. Na escala: abaixo de 4 g/L = 1, até 12 = 2, até 45 = 3, até 100 = 4, mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Seco: sem açúcar perceptível Este vinho
  2. 2Meio-seco: um toque de doçura
  3. 3Meio-doce: doçura evidente
  4. 4Doce: rico e frutado
  5. 5Muito doce: untuoso

Na prática, neste vinho

Acompanha a refeição toda, do salgado ao picante suave. Não o sirva com sobremesas doces: parece amargo.

Perfil do vinho · Branco

Álcool 13,5% vol

Nível 4 de 5 — Generoso – aquece a garganta

Acima do típico (3,1) · Típico: média de 453 brancos da Vinogrande

O que é

O álcool nasce da fermentação do açúcar da uva. Dá calor, contribui para o corpo e transporta os aromas.

Onde se sente

No calor que se sente na garganta e no peito ao engolir, e num ligeiro ardor no nariz quando é alto.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o grau alcoólico do rótulo — No rótulo: 13,5% vol.

É o único eixo sempre medido: vem do grau alcoólico (% vol) do rótulo. Vinhos tranquilos e espumantes: abaixo de 11% = 1, até 12,4% = 2, até 13,4% = 3, até 14,4% = 4, 14,5% ou mais = 5. Vinhos generosos (Porto, Madeira…) têm escala própria: abaixo de 16,5% = 2, até 18,4% = 3, até 19,9% = 4, 20% ou mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixo: menos de 11% vol
  2. 2Médio-baixo: 11–12,4% vol
  3. 3Médio: 12,5–13,4% vol
  4. 4Médio-alto: 13,5–14,4% vol Este vinho
  5. 5Alto: 14,5% vol ou mais

Na prática, neste vinho

Evite pratos muito picantes, que acentuam o calor. Sirva um pouco mais fresco do que a temperatura ambiente.

Críticas e prémios

Servir & degustar

Temperatura 8–10 °CFrigorífico 3 h · ou balde com gelo e água 20 min
CopoCopo de branco

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Harmonizações, alternativas e conselhos em segundos

Descrição

O MOB Gauvé 2019 é um vinho branco de grande personalidade, resultado da mestria destes três renomados enólogos do Douro que decidiram explorar o terroir do Dão. Com um blend de 60% Encruzado e 40% Bical, apresenta-se jovem e enigmático no aroma, onde se destacam notas minerais, ligeiro fumo, musgo e um toque cítrico elegante.

BocaNa boca, a frescura e a tensão dominam a prova, reafirmando o perfil mineral, com ‘nuances’ vegetais subtis que não se sobrepõem à sua cremosidade. A estrutura revela taninos vibrantes e uma acidez firme, garantindo um excelente potencial de evolução em garrafa. Um branco extraordinário, que alia complexidade e requinte, prometendo desdobrar-se ainda mais com o tempo.

The Wine AdvocateRP 95

Crítica por: Luis Gutiérrez

O branco Gauvé Branco 2021 foi produzido a partir de uvas provenientes de uma parcela centenária em Gouveia. Apresenta 13% de álcool, pH de 3,22 e 6,06 g/L de acidez. Este vinho não é produzido todos os anos, apenas em anos considerados excecionais — até ao momento, 2015, 2019 e 2021.

A fermentação decorreu em cubas de madeira e em aço inoxidável, com baixa extração e temperaturas reduzidas. Estagiou em barricas usadas de carvalho francês de 500 litros.

Nesta fase, mostra-se extremamente jovem, fechado e austero, com um perfil mineral e muito equilibrado. É vibrante e fresco, revelando um enorme potencial de evolução em garrafa. Foram produzidas 2.500 garrafas. O vinho foi engarrafado em junho de 2023.

Foram também provadas algumas colheitas mais antigas, neste caso 2019 e 2015, correspondentes a todas as colheitas deste vinho que foram engarrafadas até ao momento. Ambas estagiaram durante dois anos em barricas usadas de 500 litros e apresentam 13,5% de álcool. A colheita de 2019 apresenta um pH mais baixo, enquanto a de 2015 revela uma acidez mais elevada.

O 2015 mostra-se ligeiramente mais oxidativo e também um pouco mais pesado, enquanto o 2019 é muito completo e está perfeito para ser consumido atualmente. Ainda assim, acredito que, a longo prazo, a colheita de 2021 será a mais fina e distinta.

M.O.B. corresponde a Moreira, Olazábal e Borges: Jorge Moreira, da Poeira; Francisco “Xito” Olazábal, da Quinta do Vale Meão; e Jorge Borges, da Pintas, todos eles ligados a projetos no Douro. São amigos de longa data e decidiram iniciar um projeto conjunto para produzir vinhos numa região diferente: o Dão.

Começaram o projeto em 2011, há quase 15 anos. Arrendaram a Quinta do Corujão, uma propriedade com vinhas em Seia, com 11 hectares, que adquiriram cinco anos mais tarde. Arrendaram também outras vinhas muito antigas em Gouveia, situadas a 600 metros de altitude. Atualmente, produzem cerca de 100.000 garrafas.

As colheitas de 2022 e 2023 foram bastante quentes, embora as vinhas tenham sofrido mais em 2023. 2021 foi um ano extremamente equilibrado e fresco, e 2024 segue a mesma tendência. A M.O.B. realiza habitualmente vindimas tardias, cerca de 15 dias depois da maioria dos produtores, devido à localização das suas vinhas em zonas de clima mais fresco.

Publicado em: 22 de janeiro de 2026

Com o que servir este vinho

Pratos calculados a partir do perfil, das castas e da região deste vinho.