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Niepoort Tiara branco 2024 — excecionalmente fresco, mineral e elegante

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FICHA TÉCNICA

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Colheita
2024
Região
Douro
Tipo
Branco
Enólogo
Dirk Niepoort
Grau alcoólico
11,5% vol.
Garrafa
750 ml

Perfil do vinho

Branco

Acidez
Corpo
Doçura
Álcool11,5% vol

Toque ou passe o rato numa escala

Perfil do vinho · Branco

Acidez

Nível 4 de 5 — Viva e salivante – como uma toranja

Em linha com o típico (4,1) · Típico: média de 434 brancos da Vinogrande

O que é

A acidez é a frescura do vinho: dá-lhe energia, faz crescer água na boca e ajuda-o a envelhecer. Sem ela o vinho fica chato; em excesso, fica agressivo.

Onde se sente

Nas laterais da língua e na salivação que fica depois de engolir. Quanto mais salivar, mais ácido é o vinho.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico da região (WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Em laboratório mede-se a acidez total (em gramas de ácido tartárico por litro; a maioria dos vinhos fica entre 4,5 e 8 g/L) e o pH (normalmente entre 3,0 e 3,8; quanto mais baixo, mais ácido). Na escala traduzimos isso em sensação na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixa: macia, pouca frescura
  2. 2Média-baixa: suave
  3. 3Média: fresca e equilibrada
  4. 4Média-alta: viva, salivante Este vinho
  5. 5Alta: vibrante, cortante

Na prática, neste vinho

Corta a gordura e o sal: peixe gordo, fritos, queijo de cabra, cozinha com limão. Sirva bem fresco.

Perfil do vinho · Branco

Corpo

Nível 3 de 5 — Médio e redondo – como leite gordo

Em linha com o típico (3,1) · Típico: média de 436 brancos da Vinogrande

O que é

O corpo é o peso e a textura do vinho na boca. Vem sobretudo do álcool, do extrato (tudo o que fica dissolvido além da água), do glicerol e, nos vinhos doces, do açúcar.

Onde se sente

Em toda a língua: é a sensação de o vinho «encher» a boca. Compare leite magro, leite gordo e natas.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o perfil típico da região (WSET), por não termos um dado específico. Estimativa

Não há um único número para o corpo. Os laboratórios medem o extrato seco (muitos vinhos ficam entre 18 e 30 g/L) e o grau alcoólico, que, segundo a WSET, é o que mais influencia o corpo. Na escala avaliamos o peso na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Leve: fluido e delicado
  2. 2Médio-leve: ligeiro
  3. 3Médio: redondo Este vinho
  4. 4Médio-cheio: amplo
  5. 5Encorpado: denso e cheio

Na prática, neste vinho

O meio-termo mais versátil: de bacalhau a carnes brancas e massas.

Perfil do vinho · Branco

Doçura

Nível 1 de 5 — Seco – sem açúcar que se sinta, só fruta

Em linha com o típico (1,1) · Típico: média de 453 brancos da Vinogrande

O que é

A doçura vem do açúcar natural da uva que não se transformou em álcool (o açúcar residual). Um vinho seco quase não tem; um Porto ou um colheita tardia tem muito.

Onde se sente

Na ponta da língua, logo no primeiro gole, e numa sensação mais untuosa na boca. A acidez pode disfarçá-la.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: a classificação de doçura registada na ficha do produto (seco, meio-seco…).

Mede-se em gramas de açúcar residual por litro. Bandas gerais da UE: seco até cerca de 4 g/L, meio-seco até 12, meio-doce até 45 e doce acima disso. Na escala: abaixo de 4 g/L = 1, até 12 = 2, até 45 = 3, até 100 = 4, mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Seco: sem açúcar perceptível Este vinho
  2. 2Meio-seco: um toque de doçura
  3. 3Meio-doce: doçura evidente
  4. 4Doce: rico e frutado
  5. 5Muito doce: untuoso

Na prática, neste vinho

Acompanha a refeição toda, do salgado ao picante suave. Não o sirva com sobremesas doces: parece amargo.

Perfil do vinho · Branco

Álcool 11,5% vol

Nível 2 de 5 — Moderado – um calor discreto

Abaixo do típico (3,1) · Típico: média de 453 brancos da Vinogrande

O que é

O álcool nasce da fermentação do açúcar da uva. Dá calor, contribui para o corpo e transporta os aromas.

Onde se sente

No calor que se sente na garganta e no peito ao engolir, e num ligeiro ardor no nariz quando é alto.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o grau alcoólico do rótulo — No rótulo: 11,5% vol.

É o único eixo sempre medido: vem do grau alcoólico (% vol) do rótulo. Vinhos tranquilos e espumantes: abaixo de 11% = 1, até 12,4% = 2, até 13,4% = 3, até 14,4% = 4, 14,5% ou mais = 5. Vinhos generosos (Porto, Madeira…) têm escala própria: abaixo de 16,5% = 2, até 18,4% = 3, até 19,9% = 4, 20% ou mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixo: menos de 11% vol
  2. 2Médio-baixo: 11–12,4% vol Este vinho
  3. 3Médio: 12,5–13,4% vol
  4. 4Médio-alto: 13,5–14,4% vol
  5. 5Alto: 14,5% vol ou mais

Na prática, neste vinho

Leve à mesa: peixe, petiscos, cozinha de verão.

Críticas e prémios

Servir & degustar

Temperatura 8–10 °CFrigorífico 3 h · ou balde com gelo e água 20 min
CopoCopo de branco

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Harmonizações, alternativas e conselhos em segundos

Descrição

O Niepoort Tiara Branco 2024 é um vinho branco do Douro de perfil excecionalmente fresco, mineral e elegante, produzido pela conceituada adega Niepoort. Proveniente de vinhas velhas com mais de 60 anos localizadas a cerca de 600 metros de altitude, este vinho destaca-se pela sua energia e vivacidade, fugindo ao perfil tradicional de brancos mais pesados da região.

The Wine AdvocateRP 95Avaliado por: Luis Gutiérrez

O Tiara 2024 é possivelmente o único branco que se revelou ainda melhor do que o 2023. É o único vinho branco proveniente de solos graníticos a grande altitude e, numa colheita em que o vinho me voltou a fazer pensar num Riesling — embora, naturalmente, não o seja. Tem apenas uma proporção ligeiramente superior de Verdelho relativamente aos outros brancos, mas apresenta os delicados aromas de flores brancas, citrinos e pedra.

Fermentou e estagiou em antigos foudres alemães, com fermentação maloláctica completa, revelando a pureza e a elegância das melhores colheitas. É um vinho fino, subtil e de grande delicadeza. Foram produzidas 13.200 garrafas. Foi engarrafado em fevereiro de 2026.

Provei os vinhos com Luis Pedro Silva, o jovem enólogo da Niepoort responsável pelos vinhos do Douro. A maioria dos vinhos é da colheita de 2024, um ano menos quente, com muita vegetação e produções elevadas — houve precipitação suficiente e as plantas comportaram-se como se tivessem sido regadas. No entanto, o verão quente fez com que as plantas sofressem devido à grande massa foliar e às elevadas produções, tendo dificuldade em amadurecer toda a fruta e manter as folhas verdes.

Foi uma vindima muito chuvosa, o que a tornou longa e, aparentemente, melhor, já que o álcool não aumentou e os vinhos preservaram a sua frescura. Isto foi inicialmente positivo para os vinhos do Douro, mas negativo para o Vinho do Porto. Contudo, a chuva reativou as plantas, que acabaram por amadurecer também as uvas destinadas ao Porto.

Os vinhos tranquilos de 2024 apresentam baixo teor alcoólico e parecem estar a ganhar volume. Os tintos são muito florais, talvez não tão vibrantes como os de 2023, enquanto os brancos são semelhantes aos de 2023, talvez um pouco mais redondos. Metade dos tintos é de 2023, uma colheita mais fresca do que 2022 e semelhante a 2021. Tanto 2023 como 2024 são colheitas muito acessíveis e fáceis de apreciar.

Em 2025, choveu bastante ao longo do ano, tornando as condições na vinha desafiantes. As produções foram baixas e as uvas apresentaram uma elevada concentração. Depois da vindima, choveu incessantemente, realmente mais do que seria necessário...

Provei os Portos com Nick Delaforce, enólogo da Vale do Mendiz, onde são produzidos os Vinhos do Porto. Estão a ser lançadas diferentes colheitas de várias categorias, mas o grande destaque foi o novo Vintage, o 2024. É a próxima declaração geral depois de 2022, uma vez que a maioria dos produtores não engarrafou Vintage em 2023.

A composição do portefólio é o oposto da maioria dos grandes produtores: na Niepoort, cerca de 60% corresponde a categorias especiais e 40% a vinhos de entrada, quando normalmente acontece o contrário. Foi também engarrafado o restante Colheita de 1976, um vinho verdadeiramente mágico...

Publicado: 16 de abril de 2026

Com o que servir este vinho

Pratos calculados a partir do perfil, das castas e da região deste vinho.