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Niepoort Vintage Porto 2017

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FICHA TÉCNICA

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Colheita
2017
Região
Douro
Tipo
Porto
Enólogo
Dirk Niepoort
Grau alcoólico
20% vol.
Garrafa
750 ml

Perfil do vinho

Porto

Doçura
Corpo
Taninos
Álcool20% vol
Acidez

Toque ou passe o rato numa escala

Perfil do vinho · Porto

Doçura

Nível 5 de 5 — Muito doce e untuoso – como mel ou figos secos

Em linha com o típico (4,9) · Típico: média de 144 Portos da Vinogrande

O que é

A doçura vem do açúcar natural da uva que não se transformou em álcool (o açúcar residual). Um vinho seco quase não tem; um Porto ou um colheita tardia tem muito.

Onde se sente

Na ponta da língua, logo no primeiro gole, e numa sensação mais untuosa na boca. A acidez pode disfarçá-la.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as regras do estilo (WSET; IVDP para Porto e Madeira).

Mede-se em gramas de açúcar residual por litro. Bandas gerais da UE: seco até cerca de 4 g/L, meio-seco até 12, meio-doce até 45 e doce acima disso. Na escala: abaixo de 4 g/L = 1, até 12 = 2, até 45 = 3, até 100 = 4, mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Seco: sem açúcar perceptível
  2. 2Meio-seco: um toque de doçura
  3. 3Meio-doce: doçura evidente
  4. 4Doce: rico e frutado
  5. 5Muito doce: untuoso Este vinho

Na prática, neste vinho

Uma sobremesa em si: chocolate, frutos secos, queijos curados ou azuis. Um copo pequeno chega.

Perfil do vinho · Porto

Corpo

Nível 5 de 5 — Encorpado e denso – como natas espessas

Acima do típico (4,3) · Típico: média de 147 Portos da Vinogrande

O que é

O corpo é o peso e a textura do vinho na boca. Vem sobretudo do álcool, do extrato (tudo o que fica dissolvido além da água), do glicerol e, nos vinhos doces, do açúcar.

Onde se sente

Em toda a língua: é a sensação de o vinho «encher» a boca. Compare leite magro, leite gordo e natas.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as regras do estilo (WSET; IVDP para Porto e Madeira).

Não há um único número para o corpo. Os laboratórios medem o extrato seco (muitos vinhos ficam entre 18 e 30 g/L) e o grau alcoólico, que, segundo a WSET, é o que mais influencia o corpo. Na escala avaliamos o peso na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Leve: fluido e delicado
  2. 2Médio-leve: ligeiro
  3. 3Médio: redondo
  4. 4Médio-cheio: amplo
  5. 5Encorpado: denso e cheio Este vinho

Na prática, neste vinho

Para pratos intensos: carnes no forno, caça, guisados, queijos fortes. Um copo largo ajuda a abrir.

Perfil do vinho · Porto

Taninos

Nível 4 de 5 — Firme – como um chá preto forte

Acima do típico (2,8) · Típico: média de 125 Portos da Vinogrande

O que é

Os taninos vêm das películas, das grainhas e da madeira. Dão estrutura e longevidade aos tintos; com o tempo, ficam mais macios.

Onde se sente

Nas gengivas, no interior das bochechas e nos dentes: aquela secura áspera, como depois de um chá preto forte.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as regras do estilo (WSET; IVDP para Porto e Madeira).

Os laboratórios medem os polifenóis totais (índice IPT), mas esse valor raramente é publicado. Na escala avaliamos a quantidade e a textura dos taninos na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixos: sedosos
  2. 2Médio-baixos: macios
  3. 3Médios: presentes
  4. 4Médio-altos: firmes Este vinho
  5. 5Altos: robustos

Na prática, neste vinho

Brilha com carne vermelha e gordura: a proteína suaviza os taninos. Decantar ajuda.

Perfil do vinho · Porto

Álcool 20% vol

Nível 5 de 5 — Muito quente e longo – para saborear devagar

Em linha com o típico (4,7) · Típico: média de 147 Portos da Vinogrande

O que é

O álcool nasce da fermentação do açúcar da uva. Dá calor, contribui para o corpo e transporta os aromas.

Onde se sente

No calor que se sente na garganta e no peito ao engolir, e num ligeiro ardor no nariz quando é alto.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: o grau alcoólico do rótulo — No rótulo: 20% vol.

É o único eixo sempre medido: vem do grau alcoólico (% vol) do rótulo. Vinhos tranquilos e espumantes: abaixo de 11% = 1, até 12,4% = 2, até 13,4% = 3, até 14,4% = 4, 14,5% ou mais = 5. Vinhos generosos (Porto, Madeira…) têm escala própria: abaixo de 16,5% = 2, até 18,4% = 3, até 19,9% = 4, 20% ou mais = 5.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 2Generoso leve: menos de 16,5% vol
  2. 3Generoso médio: 16,5–18,4% vol
  3. 4Generoso alto: 18,5–19,9% vol
  4. 5Generoso muito alto: 20% vol ou mais Este vinho

Na prática, neste vinho

Bebida de meditação: copo pequeno, goles curtos, sem pressa.

Perfil do vinho · Porto

Acidez

Nível 3 de 5 — Fresca e equilibrada – como uma maçã verde

Em linha com o típico (3,2) · Típico: média de 147 Portos da Vinogrande

O que é

A acidez é a frescura do vinho: dá-lhe energia, faz crescer água na boca e ajuda-o a envelhecer. Sem ela o vinho fica chato; em excesso, fica agressivo.

Onde se sente

Nas laterais da língua e na salivação que fica depois de engolir. Quanto mais salivar, mais ácido é o vinho.

Como chegamos a este nível

Para este vinho, o nível vem de: as regras do estilo (WSET; IVDP para Porto e Madeira).

Em laboratório mede-se a acidez total (em gramas de ácido tartárico por litro; a maioria dos vinhos fica entre 4,5 e 8 g/L) e o pH (normalmente entre 3,0 e 3,8; quanto mais baixo, mais ácido). Na escala traduzimos isso em sensação na boca.

A escala de 1 a 5 segue a grelha de prova da WSET. Partimos da ficha técnica do produtor e das notas de prova da Vinogrande e, sempre que existem, de dados medidos, como o grau alcoólico do rótulo. Só quando faltam estes dados usamos o perfil típico do estilo, da região ou das castas, e dizemo-lo.

A escala de 1 a 5

  1. 1Baixa: macia, pouca frescura
  2. 2Média-baixa: suave
  3. 3Média: fresca e equilibrada Este vinho
  4. 4Média-alta: viva, salivante
  5. 5Alta: vibrante, cortante

Na prática, neste vinho

Versátil à mesa: peixe grelhado, aves, saladas mornas. O frio moderado realça a frescura.

Críticas e prémios

  • 99-100 pontos Robert Parker

Servir & degustar

Temperatura 16–18 °CCom a sala acima de 20 °C, 15 min no frigorífico
CopoCopo de Porto / sobremesa
Decantação Decantar 60 minSirva com cuidado: pode ter depósito.

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Descrição

“Melhor Vinho Fortificado do Mundo”

 O Vinho do Ano de 2017, que segundo o seu produtor Dirk Niepoort, é o melhor vinho que já produziu!


O Niepoort Vintage Porto 2017 é um vinho do Porto aclamado, conhecido pela sua pureza, intensidade frutada e excelente potencial de envelhecimento, tendo recebido pontuações perfeitas de críticos como Robert Parker.

The Wine Advocate
RP (99–100)
Avaliado por: Mark Squires

O Vintage Port 2017 é um field blend (mistura de castas de uma única vinha) proveniente de vinhas antigas com 80 a 100 anos. Apresenta 89 gramas por litro de açúcar residual. Estava previsto para engarrafamento em duas semanas, mas esta já era a mistura final. Mesmo após alguns dias aberto, o vinho manteve-se fechado, musculoso e concentrado, dominando o paladar e sem nunca o largar. Ao ser aberto, mostrou-se fragrante e delicioso, mas mesmo assim já revelava muita estrutura e evidente concentração. À medida que foi arejando, a concentração e o poder aumentaram — ao contrário de muitos 2016 (ano que a Niepoort não declarou).

Degustá-lo após vários dias aberto mostrou que ele se fechou em termos de expressão aromática, mas também comprovou definitivamente que se trata de um vinho tradicional, feito para longa guarda. Seco, austero e com um final de boca prolongado, é brilhante. É difícil imaginar qualquer razão para que este vinho não seja considerado perfeito neste momento — Niepoort afirma ser o melhor que já produziu. É certamente o melhor que já provei dele e um forte candidato a “Vinho da Safra”, embora não o único.

Por fim, este vinho exige paciência. Nada nele sugere “beba-me agora”. Deve envelhecer de forma magnífica. Se não tem uma adega e paciência, é melhor olhar para outro lado.

Notas de Prova: A aparência é marcada por um maravilhoso rebordo roxo escuro e uma grande profundidade de cor. O aroma é dominado por frutos pretos jovens. É poderoso no palato inicial, conduzindo a um palato médio fresco com sabores muito sedutores de frutos pretos. Uma grande combinação de potência e elegância, com um final ousado, seco e longo. A admirável estrutura do Vintage 2017 promete um vinho com um grande potencial de envelhecimento.

Com o que servir este vinho

Pratos calculados a partir do perfil, das castas e da região deste vinho.